O campo de concentração Buchenwald foi um campo nazista de trabalhos forçados e não um campo de extermínio com câmara de gás, localizado em Ettersberg, perto de Weimar. Ele foi inaugurado em julho de 1937 como um dos primeiros e maiores campos de concentração da Alemanha. Seu lema era “Jedem das seine”, “ a cada um o seu”.

Buchenwald

Buchenwald

 

Prisioneiros da Europa e União Soviética, incluido judeus, poloneses, deficientes físicos e mentais, prisioneiros religiosos e políticos, criminosos, homosexuais e outros, trabalhavam nas fábricas de armamento que ficavam neste campo.

O primeiro comandante de Buchenwald, Karl-Otto Koch, que coordenou o campo de 1937 a 1941, tinha uma segunda esposa chamada Ilse Koch, que ficou famosa por causa de sua crueldade e brutalidade. Ela era mais conhecida como “Die Hexe von Buchenwald”, “A Bruxa de Buchenwald”.

Ela tinha uma coleção de pedaços de pele humanos tatuados e prisioneiros sobreviventes contaram que ela também tinha abajures cobertos de pele humana.

Koch também mandou os prisioneiros construírem um pequeno zoológico para entreter os soldados. A jaula dos ursos, Koch fez questão de que ficassem  em frente aos quartos dos prisioneiros.

Entrada de Buchenwald e o relógio marcando o horário que o campo foi libertado pelos americanos

Entrada de Buchenwald e o relógio marcando o horário que o campo foi libertado pelos americanos

 

Em 4 de abril de 1945 soldados americanos invadiram o campo Ohrdruf, outro pequeno campo que também pertenceu à Buchenwald. Esse foi o primeiro campo de concentração a ser libertado por tropas americanas.

Buchenwald foi então em 6 de abril de 1945 parcialmente evacuada pelos alemães, forçando os prisioneiros a marchar e fugir para não serem salvos pelos americanos.

Durante essa evacuação um prisioneiro conseguiu mandar uma mensagem por código Morse ao exército americano, contando que os alemães estavam fugindo com todos os prisioneiros.

O exército respondeu ao chamado e chegou dia 11 de abril de 1945 às 15:15 e salvou os prisioneiros. Esse horário ainda está marcado no relógio no portão na entrada do campo.

O número total de mortes em Buchenwald foi de pouco mais de 56 mil. As causas das mortes foram fome, assassinato, doenças e brutalidades dos soldados.  Muitos prisioneiros morreram também como resultado de experiências médicas com testes ilegais em grande escala de vacinas contra a epidemia do tifo em 1942 e 1943, ministradas a 729 prisioneiros, dos quais 280 morreram.

Entre 1945 e 1950 o campo ficou sob a administração da antiga União Soviética, que ali manteve, por sua vez, 28 mil prisioneiros de guerra, entre os quais nazistas, mas também outros considerado apenas “inimigos do regime”. Sete mil vieram a falecer por doenças e por inanição.

Museu em Buchenwald

Museu em Buchenwald

 

Hoje os restos de Buchenwald servem como um memorial e uma exibição permanente e museu dirigida por uma fundação, a Buchenwald und Mittelbau-Dora.

O propósito da fundação é de preservar o local dos crimes como um local de luto e memória,  apresentando o local de uma maneira apropriada para o público, e promover a educação de crianças e adultos, pesquisando sobre os ocorridos históricos e apresentando suas pesquisas.

A fundação não recebe nenhum lucro. Suas finanças são organizadas pelo governo federal e pelo estado da Turíngia.

Horários e mais informações sobre o local, veja aqui.

Buchenwald

Buchenwald

 

Mais sobre a Alemanha, suas cidades e suas atrações, veja aqui.

Loja do Por que não? Travels com roteiros e guias à venda, veja aqui.

Roteiros personalizados para toda a Europa, clique aqui.

Curta a página do Por que não? Travels no Facebook clicando aqui.

Veja as fotos do Por que não? Travels no Instagram.

Siga as informações do Por que não? Travels no Twitter, @alemanhapqnao.