Monastério de St. Barnabás

Monastério de St. Barnabás

Monastério de St. Barnabás

Monastério de St. Barnabás

A cidade de Famagusta no Chipre (Gazimağusa, em turco) é um grande exemplo da arquitetura medieval no leste do Mediterrâneo.

Alguns historiadores dizem que a cidade foi fundada pelo Rei Ptolemy Philadelphus do Egito em 285 a.C. A cidade prosperou muito quando a cidade vizinha Salamis, antiga capital da ilha, foi a ruínas.

No ano 1300 a cidade era muito famosa pelo seu comércio e era um dos principais mercados do Mediterrâneo. Essa era a época das cruzadas e quando a dinastia Lusignan governou o Chipre. Eles fortificaram a cidade e construíram no século XIII a catedral de St. Nicholas

Depois de 1400 os venezianos tomaram a cidade e transferiram a capital de Nicosia para Famagusta em 1489. Eles ficaram no comando por 82 anos.

Depois disso, em 1570 os otomanos chegaram em Chipre e governaram até 1878. Desentendimentos entre gregos e turcos existem até hoje. Por isso, o país é dividido em dois. Veja mais nesse post.

Infelizmente, a cidade não pode ser alcançada diretamente pelo lado sul. Primeiro, você terá que cruzar a “Linha Verde” para o norte, o local mais perto para se fazer isso é em Strovilla, uma base militar inglesa. Outra opção é cruzar a fronteira em Nicosia e pegar um ônibus até Famagusta (eles saem a cada meia hora).

A cidade tem um lado obscuro. Durante as brigas entre gregos e turcos, um bairro chamado Varosha foi completamente bombardeado e está fechado para o público é extremamente controlado pelo exército turco. Ali do lado há uma linda praia com um maravilhoso hotel. Tomem cuidado ao tirar fotos ou chegar muito perto, pois proibido. Hoje ela é uma cidade fantasma.

A cidade velha está cercada por fortificações venezianas. Além disso, vários edifícios medievais e renascentistas podem ser visitados. Infelizmente, muito deles foram gravemente danificados durante a chegada dos otomanos em 1570. Muitas marcas de balas de canhão podem ser vistas ainda hoje nas muralhas.

Ali nas muralhas também está a torre de Otello. É uma fortaleza, hoje em ruínas, que guardava o porto e a cidade de Famagusta e que foi construída por volta de 1400-1500. Esse local é referido na peça de Shakespeare, Otello, por isso o nome. No pátio dessa antiga fortaleza acontecem várias peças de teatro durante o ano. E se você quiser escalar as ruínas, no topo da torre você verá vistas maravilhosas para a cidade.

A Porta del Mare é um dos dois portões originais da muralha. Foi construído por um capitão de Veneza, Nicola Prioli, em 1496.

Vale a pena dar uma passada na Catedral de St. Nicholas, que foi convertida em uma mesquita e dada o nome de Lala Mustafa Paşa. A sua construção começou em 1300 e acabou apenas em 1400. O estilo gótico da catedral/mesquita lembra muito a catedral de Reims, na França.

O monastério de St. Barnabas está localizado a poucos km de distância de Famagusta e a igreja original foi construída no século V.

St. Barnabas viveu na cidade de Salamis a mais ou menos 2000 anos a trás. Ele era um judeu chamado Joses mas quando os apóstolos cristãos o  reconheceram como um filho da profecia ele recebeu o nome de Barnabas e foi convertido.

Ele foi um grande professor cristão que inspirou muitos.

Essa igreja foi construída no final do século V no local onde seu corpo foi enterrado. Ela já foi renovada e reconstruída algumas vezes, mas ainda dá para reconhecer as paredes antigas.

Junto a igreja há hoje um museu arqueológico, mostrando artefatos achados na região é principalmente da cidade em ruínas de Salamis.

No jardim há uma pequena capela, e quando é descendo algumas escadas, túmulos de vários santos, incluindo St. Barnabas, podem ser visitados.

Catedral St. Nicholas, hoje mesquita Lala Mustafa Pasha

Catedral St. Nicholas, hoje mesquita Lala Mustafa Pasha

Ruínas da Torre de Otello

Ruínas da Torre de Otello

Torre de Otello

Torre de Otello

Praia de Palm Beach Plaji e a cidade fantasma de Varosha

Praia de Palm Beach Plaji e a cidade fantasma de Varosha

Interior do mosnatério de St. Barnabás

Interior do mosnatério de St. Barnabás

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Texto e fotos: Ana Luísa Arten-Meyer

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