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Marburg é linda, e faz parte da Rota dos Contos de Fadas da Alemanha, pois os irmãos Grimm moraram por um tempo na cidade até se formarem na universidade.

Muitas referência às suas obras estão espalhadas pela cidade: o sapatinho da Cinderela está em uma das descidas do castelo (só que em tamanho gigante), e muitos outros contos estão pela cidade. Se você for com crianças, é muito divertido procurar referências à estes contos pela cidade. Uma surpresa a cada esquina!

A cidade velha de Marburg é fascinante. Caminhar pelas ruas estreitas e pavimentadas com paralelepípedos observando os tesouros arquitetônicos do passado é deslumbrante.

Há maravilhosos jardins no meio de Marburg, perfeitos para uma pequena pausa e relaxamento.

Markt é a praça principal da cidade, onde fica a prefeitura gótica, construída em 1525. Esta praça está repleta de hotéis e restaurantes convidativos.

Não muito longe se encontra a antiga universidade, fundada em 1527, e foi a primeira universidade protestante do mundo. Mas esse edifício foi suficiente para acomodar os 22.000 alunos, então a universidade tem vários outros complexos espalhados pela cidade.

Nesta universidade os irmãos Grimm se formaram em direito e começaram suas pesquisas sobre os contos do folclore alemão.

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Acima da cidade velha, a 287 metros de altura, está o Marburger Schloss, o castelo dos condes de Marburg.

O palácio foi sempre aumentando e sendo restaurado, mas sua ala mais antiga data do século XIII e uma de suas atrações é o salão real de 420m2,  uma das maiores salas góticas da Alemanha, e é até hoje utilizada para eventos. Como muitos outros palácios, quando o duque da cidade morreu, o Marburger Schloss teve várias outras utilidades, como por exemplo prisão e hospital.

O castelo também é uma das referências a Elisabeth da Turíngia.

No ano de 1228, Elisabeth, já viúva de Ludwig da Turíngia, foi banida do Castelo de Wartburg e foi morar em Marburg, onde construiu seu hospital aos pés do monte da fortaleza de Marburg, distribuindo seus bens entre os pobres e doentes.

No entanto, mais tarde, sua filha Sophie fez de Marburg a nova residência principal da dinastia, aumentando assim a fortaleza do castelo.

Ninguém deve sair de Marburg sem ter visitado a catedral dedicada a Elizabeth da Turíngia, a santa da cidade, é o edifício mais famoso da cidade e é a “igreja salão” mais antiga da Alemanha.

A construção começou em 1283, e levou 50 anos até as duas torres de 80 metros de altura estivessem prontas. Muitas coisas ao longo dos anos puderam ser preservadas, como por exemplo, o altar de arenito, as pinturas e vitrais.

Em 17 novembro de 1231, com a idade de 24 anos, Elizabeth morreu em Marburg.

Seu túmulo ficou na Capela de São Francisco e sempre atraiu multidões de peregrinos, de perto e de longe.

Ela foi canonizada em 1235 e, no ano seguinte, na presença do imperador alemão, os restos da santa Elizabeth foram removidos para um santuário de ouro, que ainda hoje está entre os artefatos mais elaborados na igreja.

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Elisabeth da Turíngia

Era uma princesa do Reino da Hungria, e casou-se com o duque Ludwig IV da Turíngia, soberano de um dos feudos mais ricos do Sacro Império Romano-Germânico.

A história do casal é emocionante: Elisabeth foi enviada com a idade de 4 anos para ficar noiva de Ludwig IV, que tinha 11 anos. O noivado se realizou no castelo de Wartburg, mas o

casamento só foi realizado quando Elisabeth tinha 13 anos.

Durante este tempo de convivência no castelo, antes do casamento, Elisabeth e Ludwig se apaixonaram e tinham uma cumplicidade única, o que irritava a mãe de Ludwig, a duquesa Sofia, e seus dois irmãos.

Elisabeth e Ludwig tiveram três filhos.

Ela sempre foi influenciada pela espiritualidade franciscana, e era uma pessoa boa, sem qualquer maldade. Quis viver na pobreza voluntária total, mas, como era casada com um duque soberano, isso estava fora de seu alcance.

Algumas vezes, levava comida do castelo para os pobres, debaixo de seu manto, às escondidas, o que causava raiva e ciúme em algumas pessoas.

Certa vez, encontrando-se com seu marido nos corredores do castelo carregando comida em seu manto, o marido notou que ela estava com o corpo contraído para frente e, influenciado pelos inimigos de Elisabeth, quis saber o que estava debaixo de seu manto. Elisabeth, um pouco assustada, não disse nada. Seu marido abriu seu manto e, neste momento, a comida se transformou em rosas vermelhas e brancas, embora não fosse época das flores. O marido apanhou uma das rosas, que guardou pelo resto de sua vida.

Como sua sogra, a duquesa Sofia, sofria de um ciúme doentio por Elisabeth, em outra situação, a duquesa viu Elisabeth acolher em seu próprio leito um leproso e imediatamente avisou seu filho, Ludwig. Ludwig correu para o quarto de Elisabeth e, diz a lenda, que “os olhos de sua alma só conseguiram ver a imagem de Cristo crucificado”.

Esta e outras lendas sobre Elisabeth são

contadas na visita guiada que o castelo oferece aos seus visitantes, passando pelo quarto de Elisabeth, o famoso corredor onde o marido perguntou à Elisabeth sobre o que teria por debaixo de seu manto, e muito mais. Vale a pena!

A partir do episódio no quarto de Elisabeth, Ludwig começou a apoiar e auxiliar sua amada esposa em suas grandes obras de caridades, sob os olhares aterrorizados de sua mãe e de seus irmãos, que odiavam Elisabeth mais ainda.

Durante as cruzadas, acompanhando seu querido amigo, o imperador Frederico II, Ludwig IV veio a falecer de peste. Elisabeth soube da morte do marido alguns dias depois de ter dado à luz o terceiro filho do casal, ficou devastada com a notícia.

Para se aproveitarem de toda a situação, os irmãos de Ludwig expulsaram Elisabeth e os três filhos do castelo, no inverno, sem dinheiro ou comida, e ainda proibiram o povo da cidade de Eisenach de ajudar Elisabeth e os filhos.

Uma tia de Elisabeth, abadessa de um convento, sabendo do acontecido, resgatou Elisabeth e seus filhos e os levou para o convento.

Durante sua estadia no convento, triste pela morte do marido e um pouco doente, Elisabeth transferiu a educação de seu filhos aos parentes mais chegados à ela e como desejo, quis se tornar uma freira, e tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco.

Elisabeth morreu em 1231, aos 24 anos. Antes de morrer, auxiliada por cavaleiros fiéis a Ludwig IV, conseguiu seus bens e propriedades de volta e sendo ameaçados, os irmãos de Ludwig pediram perdão de joelhos à Elisabeth, que claro, como qualquer boa pessoa e

abençoada que era, os perdoou.

O filho mais velho de Elisabeth e Ludwig IV foi criado no castelo para ser o próximo duque.

Com seu dinheiro, Elisabeth construiu um hospital em honra a São Francisco de Assis, mas sempre viveu o resto de seus dias pobre e ajudando o povo.

Foi canonizada em 1235 pelo papa Gregório IX.

Por ocasião de seus 700 anos de nascimento, em 20 de novembro de 2007, a Cidade do Vaticano fez uma emissão de selos postais em comemoração ao evento, com mais de 300 mil série completas.

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