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Hamelin ou em alemão Hameln é uma tranquila cidadezinha medieval que fica sobre o rio Weser.

Hameln foi uma cidade medieval cercada por uma muralha com torres. Em 1333 é mencionada a primeira torre, e depois foram construídas outras 21.

Em 1888 Napoleão destruiu a cidade e só sobraram as duas torres que estão na cidade até hoje, a Haspelmathturm e a Pulverturm.

A cidade é famosa pelo conto popular do Flautista de Hamelin (em alemão: Der Rattenfänger von Hameln), uma história medieval que conta a história de uma tragédia que se abateu sobre a cidade no século XIII.

A versão escrita pelos Irmãos Grimm se tornou popular em todo o mundo, e é também o tema de poemas conhecidos de Goethe e Robert Browning.

Apesar de Hameln ser uma cidade medieval muito bonita com alguns edifícios notáveis, a principal atração é o conto do Flautista de Hamelin. No verão, todos os domingos, a estória é contada por atores do centro da cidade.

Hameln começou como um mosteiro, que foi fundado já em 851. A vila cresceu e se tornou uma cidade no século XII.

O incidente com o flautista deve ter acontecido em 1284 e foi baseado em um evento real, embora um pouco diferente do conto dos irmãos Grimm.

Nos séculos XV e XVI, Hameln era um membro da Liga Hanseática.

 

O Flautista de Hameln

Em 1284, a cidade de Hameln estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um “caçador de ratos”, dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser.

Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita e recusou-se a pagar ao “caçador de ratos”, afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hameln. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram os opulentos habitantes e repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.

E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hameln, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.

Na versão original do conto, que surgiu provavelmente na Idade Média nos territórios que formariam a Alemanha, o final é diferente: após levar o calote, o flautista atrai as crianças para um rio, no qual elas morrem afogadas.

Apenas três crianças sobrevivem: uma cega, que não consegue seguir o flautista e se perde no caminho; uma surda, que não consegue ouvir a flauta, e uma deficiente, que usa muletas e cai no caminho.

Há várias teorias sobre o que o flautista de Hameln simbolizaria nas narrativas orais antes de virar uma história para crianças. Para alguns, ele seria a representação de um serial killer, para outros uma metáfora para as epidemias que dizimavam populações, como a peste, e para muitos remetia ao processo de migração para colonizar outras regiões da Europa. (Fonte: Wikipedia).

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O rio Weser corta a cidade e a seu lado fica o Weserpromenade, com uma extensão de 1,5km.

No centro da cidade fica uma ilha, a Weder, e logo à frente do Pfortmühle tem uma ponte para pedestres e ciclistas, que podem visitar a ilha e aproveitar a área verde e um café e Biergarten.

Em 1734 foi construída a primeira eclusa, e em 1871 foi construída uma segunda eclusa, que foi utilizada até 1987. As eclusas hoje estão tombadas.

Passeie pelo centro antigo da cidade, na Am Markt e repare no chão da rua de pedestres, há ratinhos impressos: “Sigam-nos”, como fizeram com o Flautista!!

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Hameln é conhecida por ter uma rica seleção de casas com fachadas maravilhosamente decoradas, como a Stiftsherrenhaus, construída em 1558. Sua fachada é maravilhosa, toda entalhada em madeira. Esta é a única casa em enxaimel com representações figurativas do Renascimento na cidade.

Outra linda casa é a Rattenfängenhaus, a casa do Flautista de Hamelin, foi construída em 1603 e ricamente decorada. É uma das mais famosas casas na parte antiga da cidade de Hameln. Hoje é um delicioso restaurante.

A Dempterhaus é uma das casas mais lindas da cidade e um belo exemplo do Renascimento no século XVII.

Tem uma inscrição em latim na frente do prédio: “Anno 1607 INVIDIA FORTVNAE VEM (A inveja é a companheira da felicidade) TOBIAS V DEMPTER ET ANNA ME FIERI CVRARVNT (Tobias e Anna Dempter deixaram-me construir)”.

Hamelin é fantástica e faz parte da Rota dos Contos de Fadas da Alemanha.

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