O Museu Judaico de Berlim é um dos edifícios mais espetaculares da Alemanha, todo revestido em zinco e em formato zig zag. Mais de 7 milhões de pessoas do mundo inteiro já visitaram esse maravilhoso museu desde a sua inauguração em 2001. O edifício em si já é uma atração pois representa simbolicamente a história do povo judaico, incluindo todo o seu sofrimento, na visão do arquiteto Daniel Libeskind.Ele é o maior museu judaico da Europa e é dividido em dois edifícios: o primeiro é o antigo Kollegienhaus. O outro edifício é uma nova adição, criado pelo arquiteto polonês/americano Daniel Libeskind. Lá é contado 2 milênios de história germânica-judaica, com todos os seus altos e baixos.

O Museu Judaico original foi fundado em Berlim na Oranienburger Straße em 1933, mas foi fechado logo depois, em 1938, pelo regime nazista. Em 1975, uma “Associação para um Museu Judaico” foi formada e montou uma exposição sobre a história judaica em 1978. Logo depois, o Museu de Berlim, que narra a história da cidade, estabeleceu um Departamento judeu. Mas ainda assim, nessa época corriam rumores que haveria discussões sobre um novo museu dedicado somente à história judaica.

Em 1988, o governo de Berlim anunciou uma competição anônima para o projeto do novo museu. Um ano mais tarde, o projeto de Daniel Libeskind foi escolhido pelo comitê. Enquanto os outros candidatos propuseram espaços neutros e frescos, Libeskind ofereceu um design radical em ziguezague, que ganhou ‘Blitz’ (raio) como apelido.

A construção da nova extensão do Museu de Berlim começou em novembro de 1992. O museu foi concluído em 1999 e inaugurado somente em 9 de setembro de 2001.

Berlin, Kreuzberg, Juedisches Museum [ ©  Günter Schneider,  Brussaer Weg 17, 12109 Berlin,  Postbank Berlin Kto. 415097102,  BLZ 10010010,  Tel. 030-7031041  Fax 030-7031052,  email  Gschneider.berlin@t-online.de,  www.guenterschneider.de ]
Vista aérea do Museu Judáico

(picture © Guenter Schneider)

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Entrada pela Kollegienhaus

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O visitante começa o tour pela entrada principal no Kollegienhaus que foi construído em 1735 mas destruída na Segunda Guerra Mundial, as renovações aconteceram de 1963 até 1969. Logo o visitante já entra no edifício novo, o “Blitz”.

Na primeira parte o visitante pode se entreter com a mídia virtual do museu, obtendo várias informações sobre a exposição e o próprio museu. Depois  se depara com três eixos:  O Eixo da Continuidade ( Achse der Kontinuität), por ali que a exposição continua, O Eixo do Exilo (Achse des Exils) e o Eixo do Holocausto (Achse des Holocaust).

O Eixo do Exílio leva os visitantes ao Jardim do Exílio, lá estão 49 pilares de concreto em volta de plantas chamadas Elaeagnus, que representam as oliveiras, pois infelizmente, essas não podem ser cultivadas na Alemanha por causa do tempo frio. Na tradição judaica, oliveiras representam paz e esperança. O número 49 homenageia o ano de fundação de Israel, 1948, somando ao  último pilar do meio, que representa a capital Berlim. E também pois o número 7 é sagrado para os judeus (7×7=49).

O Eixo do Holocausto termina na Torre do Holocausto. Essa é uma torre memorial escura, fria e alta e a luz do dia só entre por uma pequena fresta no teto. Essa torre só tem um significado simbólico e não é uma reconstrução de uma câmera de gás como muitos pensam. A ideia do arquiteto foi simbolizar a situação dos judeus naquele momento, estando no “fundo do poço”, sem conseguir alcançar a salvação (que seria a pequena janela no alto).

Depois disso tudo, os visitantes seguem pelo Eixo da Continuidade, uma escadaria enorme, em que a medida que o visitante sobe, percebe as vigas de concreto que passam de um lado a outro do museu, que parecem rasgá-lo de um lado a outro. Esta escadaria  leva à exposição nos andares superiores, que começa contando a história dos judeus no território alemão desde 950, e evoluindo até os dias atuais. A exposição mostra muitas cartas, o cotidiano dos judeus, suas tradições, fotos, etc..

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Jardim do Exílio
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Corredores do museu (inclindos)

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Eixo da Continuidade

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No museu existem 5 corredores que são chamados de  “Voids” que são espaços vazios. Neles não é permitida a entrada, com exceção da “Memory Void”. Essas salas são uma homenagem e representam o vazio que a Segunda Guerra Mundial deixou.

No “Memory Void” está uma exposição do artista israelense Menashe Kadishman, chamada Schalechet. No chão dessa sala estão 10 mil rostos de pessoas forjados em metal. O artista disse que ele não quis homenagear somente os judeus mortos durante a guerra, mas também todos os tipos de pessoas que já sofreram por causa de violência. Lá os visitantes experimentam o silêncio do lugar, escutando somente o rangido do metal dos rostos das pessoas. Um lugar horripilante!!!

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“Memory Void”

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O passeio é longo, o visitante tem um certo  desequilíbrio ao caminhar, pois o piso é levemente inclinado e as paredes formam ângulos diferentes entre si.

Ao longo do caminho o visitante encontrará vários banheiros e no final um delicioso café.

Não aconselho a levar crianças pequenas, não pelo aspecto do Holocausto em si, mas mais pelo museu ser um pouco tedioso para elas, e por ser um lugar onde o respeito e o silencio são necessários para honrar a memória de todos os povos assassinados nas guerras.

O museu fica na Lindenstraße 9-14

Abre diariamente das 10:00-20:00, nas segundas até às 22:00. Na entrada, o visitante passa por um detector de metais antes de comprar os ingressos.

Ingressos a 5,00 euros adultos

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Janelas do museu

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