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Este incrível museu fica na linda cidade medieval de Rothenburg ob der Tauber, em um edifício que data do ano de 1396.
Ele fornece uma visão abrangente dos processos judiciais e o desenvolvimento da jurisprudência, as leis e o sistema penal nos países de língua alemã nos últimos 1000 anos.

Fachada do museu

São 4 andares em mais de 2 mil metros quadrados e ali, além da documentação sobre o processo penal, a perda da honra e punições, também há instrumentos de torturas e a famosa Máscara da Vergonha.

A Máscara da Vergonha é um dos instrumentos mais bizarros de punições. Foi criado no século XV, e o condenado colocava esta máscara e ficava com ela por semanas, afim de ser ridicularizado pelas pessoas.
A maioria destas máscaras eram feitas de metal e tinham a aparência de uma cabeça de animal com características específicas para os crimes cometidos. Por exemplo: as grandes orelhas estavam na máscara para uma pessoa que escutava o que não deveria, ou uma máscara com enorme língua para os fofoqueiros. Sim, naquela época, fofocar ou difamar era crime.

Máscaras da Vergonha
Máscara da Vergonha para os fofoqueiros
Desenho mostrando os punidos e suas máscaras

Interessante também é uma exposição sobre os aspectos legais da vida cotidiana daquela época, por exemplo nas escolas e suas punições: nota baixa no boletim? O professor trancava a criança em um caixão fedido por 6 horas, ou a criança ficava sentada um dia inteiro em cima de um burro de madeira, além de ter que usar um chapéu com enormes orelhas imitando o animal.

O burro de madeira, o castigo da criançada
Ilustração do castigo aplicado na sala de aula

Casamento na Idade Média era coisa séria, documentado e com leis severas.
Para começar os casamentos eram todos arranjados e baseado em valor monetário. A moça não tinha permissão de escolher o futuro marido e geralmente elas se casavam aos 12 anos.
Por lei, haviam também várias razões para se proibir o casamento. Se a moça ou o rapaz:
– já tivessem feito votos para a vida monástica, e logo depois se arrependeram;
– viúvos ou viúvas que fizeram votos de celibato diante do corpo do falecido(a)  e depois se arrependiam, não podiam mais se casar, a lei não anulava o ato;
– se um deles estaria cometendo adultério;
– se o moço já tivesse cometido estupro em alguma época da vida;
– incesto;
– se a moça não era mais virgem, a lei era ainda pior. Neste caso, além de ir direto para o convento, ela usava uma das Máscaras da Vergonha e era obrigada a desfilar pela cidade. Algumas vezes, jogavam comida sobre ela, em outras, sofria chutes no corpo. Uma desonra para a família.
– agora se o casal, publicamente, já vivia junto em “pecado” e queriam se casar, a lei dizia: ao invés da linda coroa de flores que a noiva tradicional usava, a noiva “impura” usava uma coroa de palhas; o casamento não se realizaria na igreja e sim em uma pousada; depois do casamento, o noivo deveria circular pela cidade com a noiva dentro de uma carroça para que o povo jogasse lama neles. E as leis iam mais além: em certas regiões cortavam os cabelos da noiva e depois do casamento o noivo era preso por dias e a noiva ficava isolada em um lugar secreto até o noivo ser solto.

Uma coisa era certa na Idade Média: a lei funcionava e as pessoas tinham medo das terríveis punições aplicadas. Quem não teria?

O Museu Medieval do Crime funciona:
– janeiro e fevereiro, diariamente das 14h às 16h;
– março, diariamente das 13h às 16h;
– abril, diariamente das 11h às 17h;
– maio até outubro, diariamente das 10h às 18h
– novembro e dezembro, diariamente das !3h às 16h.
Ingressos a 4,- euros.

Eiserne Jungfrau, ou a Donzela de Ferro, era um sarcófago cujo interior era forrado de pregos pontiagudos. A pessoa era trancada ali e levava até 2 dias para morrer perfurada
Coroa de palhas usada pelas noivas “impuras”
Machado para execuções
Carroça para prender as bruxas
Instrumentos de tortura
Cadeira de Espinhos de Ferro, a vítima era colocada sentada e sobre ela pesos para que os espinhos a perfurassem
A vítima ficava pendurada ali até morrer